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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

06
Nov18

vida de tédio

Bárbara

Ó tempo malvado, deprimente, solitário, que me faz odiar quem sou. Faço tanto por lutar, ter sucessso, ser alguém e parece que isto não anda, não evolui, não se transforma. Sei que a responsabilidade tem que ser minha, mas preciso de conseguir ver um pouco mais além do que aquilo que a angústia me revela hoje. Preciso tanto, mas tanto de algum feedback do universo, sinto uma solidão tão imensa. Ontem, ofereci à minha irmã audar a minha sobrinha na minha área profissional, mas como sempre a resposta foi negativa. Sinto-me também cansada de tentar motivar as pessoas que trabalham comigo, com as suas guerrinhas, subjetividades, egos imensos. Sei que fica tudo com dor no peito quando o afirmo, mas odeio Portugal em contexto laboral. Esta maniazinha de misturarmos o ego com o contexto laboral. Visitei a Holanda há 20 anos e encantei-me com o lado deles social e prático. Em Portugal, e já passei por imensos locais, as pessoas não estão focadas no que têm que concretizar ou produzir, mas ficam presas à estupidez do ego, ao egocentrismo e não se focam no que interessa. As pessoas, na sua maioria, são incapazes de perceber o mundo no plural, é tudo muito singular. Cansada hoje, vontade de puder parar, talvez porque tenha trabalhado também no domingo de manhã. Vida de tédio esta! Canso me a mim própria

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