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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

23
Mai18

Sempre o bem

Bárbara

No outro dia, após observar uma situação de vida, questionei-me sobre o que gostaria de ler daqui a 20 anos numa carta dirigida a mim própria. Qual seria a primeira frase que gostaria de ler? Linhas preenchidas de avisos, de conselhos, de frases filosóficas, de orientações, de quê? Frases com referência a saudades desenhadas com nomes de quem amo, pinceladas com atitudes do que fiz ou do que ficou por fazer? Mágoas, ódios guardados e cimentados algures na minha alma? Gargalhadas sonoras legendando momentos únicos? Explicações sobre a minha personalidade ou a dos outros? Poesia dilarante poisando na inspiração de um copo de vinho tinto? Hinos de revolta e vozes de ordem a cair no vazio ou nas colinas de multidões? Abraços, carinho, mimos, tolerância? Ralhetes numa entoação de voz de mãe de quem perdoa, mas não esquece? E dados? Que dados concretos me serão úteis no futuro? Encostei-me no sofá, folha pousada nos joelhos, caneta na mão, na alma um misto de missão e de mais uma patetice à Marina. O olhar perdeu-se num longíquo percurso que me trouxe a este momento, uma melancolia de tudo e de todos (mesmo dos maus e muito maus) preencheu a garganta e a caneta ficou parada no tempo e no espaço. Olhei para a folha e senti-me sozinha, sim é verdade... O que te posso dizer a uma Marina com mais 20 anos de dias, de risos, de mágoas, de dores, de rugas?? Queria escrever algo significativo, mesmo porque o ontem foi pesado. No olhar no amanhã, apenas me ocorreu escrever, para ser leal ao bem.que quero fazer no mundo, mesmo pouco e discreto, fazer sempre o bem, mesmo com o.coração dorido, escolher sempre o bem.

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