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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

24
Out18

Parece estranho, mas tenho que me formatar

Bárbara

Parece estranho, mas tenho, efetivamente que me formatar. Na segunda senti-me imensamente doente e para parar um dia e meio foi terrível. Isto de se ter um negócio próprio limita em quase todos os aspetos. Conseguir que alguém me viesse substituir um bocadinho aqui, outro ali parecia que estava a pedir um rim. Depois de ter conseguido essa substituição, com favores até à morte apesar de paga, seguiu-se o contacto frequente com perguntas que poderiam ser evitadas. Sim, não existiu calculismo, apenas incapacidade de se colocar no meu lugar. Cansada, exausta, tonta, só precisava de para 24 horas sem ter que pensar, decidir, vigiar, controlar, pensar... E nestas circunstâncias tenho a certeza da minha preferência em trabalhar para outra pessoa. Hoje, tive que fazer vários excercícios para me motivar e sair de casa. Resultou! Fui buscar a minha mãe para passear e está com um humor amargo, azeda e com vontade de dizer palavrões a quem se cruza. Sempre que a vou buscar chora, já lhe perguntei o porquê, responde como sempre respondeu, argumentando com a pior vida do mundo. No fundo, não é novidade, sempre o fez, desde que me conheço, fechada no quarto, gritava, enquanto chorava. A partir de determinada altura, já fazia de conta que não estava acontecer. Hoje, refleti enquanto procedia à minha leitura diária para o meu crescimento pessoal, que me preciso formatar completamente. Eu não sei viver! E refiro-me a situações simples que aos outros parece surgir da intuição. Eu não sei estar com pessoas, para além do meu contexto profissional. Eu nao sei mudar a minha vida, apesar de tanto pesquisar, tanto ler, tanto ouvir, tanto comprar. Quase que sinto necessidade que esta vida acabe para começar uma nova, uma diferente, com uma infância diferente, onde me sinta pertença em coisas básicas. A vida é difícil para mim, compreender as rotinas dos outros, as burocracias, as mentiras, a falta de caratér, quando saio da minha zona de conforto, de compreensão, tudo se torna demasiado difícil. Aí ou vou na imitação e igo os outros e nem sempre consegui os melhores modelos, ou fico parada sem alternativas. E tudo aconteceu desse modo, emocionalmente, relacionamente, profissionalmente. E depois de ver uma forma de fazer as coisas, já não consigo generalizar, flexibilixar. Tantas limitações as minhas! Preciso de fazer uma formatação à séria!

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