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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

10
Abr18

E mais um falhanço na aprendizagem...

Bárbara

Verdade, com as faces rosadas, a rebolar que nem um coelho da páscoa, confesso o meu fracasso! Comi tudo o que pude, aliás, tirei um dia de férias para comer, até cair para o lado. Acredito que hajam vidas mais fáceis para fazer dieta e sim, estou a desculpabilizar-me à lambareira, sem qualquer vergonha na cara.

Hoje, estou, novamente, no segundo dia de dieta e estou quase a agredir a minha colega de trabalho. Não faço ideia de como deve soar a minha simpatia, mas sinto a voz bem mais grave e o maxiliar preso. Quero muito, mas muito bater a alguém. Ontem, questionei-me por que raio todas arranjam um relacionamento menos eu e a minha irmã. Talvez tenhamos aprendido uma forma estanha de amar, talvez não saiba amar, talvez seja uma chata de todos os tempos, talvez... Aqui vem o carpir! Mas, na realidade, estou sozinha há mais de 15 anos e, para além do medo da velhice, da solidão de sábado à noite, sou tão feliz com o comando da tv só para mim, os domingos de pijama e todos os privilégios, que a aceitação de só ter experienciado romances falhados, me trouxe. Verdade, que gostava de atender um ou outro telefonema, com voz melosa e falar sobre o cabo da tv que se soltou, como ouço as mulheres a fazerem.  

Irritada, que nem uma ex toxicodependente, olho para a minha colega de tabalho, enquanto a ouço, naquele teatro de queixumes diários, associados aos internamentos pontuais de quem quer a morte, mas sempre a prevenir que não aconteça... e apetece-me tanto dar-lhe uma bofetada na cabeça, assim na testa, parra que ela acorde para a vida. Perdoem-me, estou muito cansada e a ressacar por causa da carência de açúcar e dos carbohidratos. Sabem, quando vivemos sozinhas há muitos anos, quando ficamos doentes, pedimos a um anjo para ficarmos melhores, pois não temos ninguém que nos passe a mão. Daí que, quando escutamos pessoas felizes, com família, sempre a criarem problemas, dá uma vontade de dar assim, uma palmada rápida na testa. Irritada eu, irritante ela, naquela forma feliz de viver, mas que opta por se tornar infeliz, sempre doente, sempre a choramingar... as minhas lagrimas secaram em 1999, era eu uma parola, que não sabia nada da vida... Se continuar a escrever, vou acabar por vos insultar, vou ouvir afirmações positivas e desejar a todos uma infeção urinária!!!!

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