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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

15
Nov18

cansada...

Bárbara

Não tenho espaço, nem tempo para chorar e carpir. Sinto-me, efetivamente, esgotada. Vi-me obrigada a desmarcar o trabalho de sábado para parar um pouco.Sinto necessidade de ter tempo para chorar, para encolher em posição fetal, para não recear o aparecimento de alguém e em manter uma determinada postura assertiva. Preciso de tempo para ter tempo. Preciso de tempo para me sentir gente, para me encontrar, para escutar os meus pensamentos. Preciso de parar, estou cansada de gente. De gente falsa, de gente manipuladora, de gente má, de gente. Estou a chegar um ponto de tal esgotamento que hoje fui buscar um código ao banco, alterei-o e já não sei qual é. Sinto uma nuvem no cérebro, como se os pensamentos estivessem por trás da densidade, como se fossem ruído, sem legenda. Sinto que estou a ficar louca. Sinto-me esgotada fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Sabem quando estamos ao ponto de disparar contra alguém? Cerro os dentes com todas as forças, coloco o meu maiore melhor sorriso, tento falar de forma controlada e meiga e só me apetece chorar ou agredir alguém. Já não aguento as pessoas, com os seus caprichos, egos, pedidos. Preciso de um tempo no espaço e um espaço com tempo. Compreendo quando as pessoas vão para as redes sociais partilhar o desespero, estou quase a chegar ai. Só me controlo, porque a minha parte profissional não o permite.

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