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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

08
Out18

Andei a ouvir umas coisas sobre o desenvolvimento pessoal

Bárbara

Andei o fim de semana a ouvir vídeos sobre desenvolvimento pessoal e isso valeu-me o passeio com a minha mãe.

Hoje, estou focada, disciplinada, motivada para derrubar as minhas crenças. O que quero mesmo é enriquecer, para ter um abrigo para cães, um emprego estável com perspetivas de sucesso, ficar magra e saudável, ter um carro novo e encontrar um namorado que seja um bom caráter, apenas isso. Coisa pouca!

Hoje, foquei-me em tudo o que escutei, não perco nada em tentar, pois já tentei o pessimismo e a depressão os restantes quarenta anos! Quando me foco desta forma, geralmente, não tenho açúcar no corpo e sinto-me muito mais gajo, do que gaja! Não consigo explicar de forma melhor! Mais racional e focada, quero eu dizer. O que é certo é que comecei a ver a minha colaboradora, que até´quinta feira pessada parecia um mimo, como uuma cobra, como se a visse na luz certa! Não quero que vá embora, pois até é competente em algumas coisas, mas denoto alguma futilidade e assustadora vontade de roubar luz. Ou seja, se der demasiada confiança, ela trepa e retira-me a autoridade toda. Então, tenho um novo desafio, aprender a lidar com uma mulher que tem que sentir sempre a luz em si própria. Sei que parece ridículo, mas a minha estima por mim própria faz com que deteste competição. Então, quando sinto alguém assim forte, a ocupar espaço, sinto-me automaticamente pequenina, aquela miúda que era vítima das palavras ásperas e duras emitidas por parte da filha da professora primária e das imbecis das colegas. 

Bem, continuando com a minha mãe, ela hoje estava particularmente em fase maníaca, então queria dançar no meio da rua, correr, mas de forma a incomodar, a envergonhar-me. Os outros poderão achar piada a uma senhora de 81 anos comportar-se desse modo, eu queria apenas ter um passeio agradável e, milagrosamente, uma conversa, sem que ela seja agressiva, chore, ou se torne mordaz. Tive que pedir com muito carinho, para não me dizer o que estava a dizer, pois estava a deixar-me triste. Ontem, ela passou o domingo à tarde com as minhas irmãs num aniversário do meu sobrinho e acho que o humor agravou. Todos sabiam que o meu sobrinho ia festejar o aniversário no domindo, exceto eu. Fui convidade domingo de manhã e estou cansada de ser tratada com respeito. Antigamente, ligava-lhe, no entanto, desde o ano passado, em que nem uma mensagem me envio no meu aniversário, decidi enviar mensagem, querida, com amor, como lhe sinto. Sei que a minha família não consegue ver-se nas atitudes que têm comigo, nem se apercebem da forma como me tratam, da forma como fazem com que eu me afaste. Sinto saudades de estar em família, mas não sei estar, desse modo.

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