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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

11
Mai18

Afinal, o que é o amor?

Bárbara

Afinal, O Que É o Amor?
Peço-vos trinta minutos do vosso tempo!
Muito, não? Mas, é pelo Amor…
Até sugeria que aproveitassem, por exemplo, enquanto estão a conduzir para reflectirem sobre esta questão, que parece tão simples. No entanto, penso que ninguém aceitaria como justificação: “Passei o sinal vermelho porque estava a pensar sobre o Amor”. Daí que, peço-vos trinta minutos do vosso tempo, bem paradinhos.
Eu sei que a dúvida é minha, mas também é vossa! Somos todos responsáveis, não pela resposta, mas pela sua concretização: A Prática de Amar!
Em quase todos os locais, em quase todos os meios de comunicação, em quase todos os programas acaba por surgir a abordagem a este “conceito".
Quando escutamos palavras como:
Ame-se a si próprio!
Ame os outros!
Aceite o Amor!
Ame os seus amigos, mas ame ainda mais os seus inimigos…
Parece tão simples! Parece tão fácil! Parece tão óbvio!
Contudo, quando o tentámos colocar em prática, encontrámos uma muralha de obstáculos: As nossas Defesas emocionais/pessoais e a Resistência dos outros!
Já percebi que é difícil Amar com a pureza que implica e na abrangência/imparcialidade que impõe! Talvez porque todos nós, seres humanos, tenhamos uma grande bagagem de qualidades e de defeitos!
Se nos amámos livre e espontaneamente, podemos tornar-nos convencidos!
Se amámos as pessoas com quem não concordamos ou não sentimos qualquer cumplicidade, despoletamos desconfiança (e isto para ver a situação de forma mais suave) e juízos de valor.
Como é que algo tão simples se tornou num processo tão complicado? Ou será que sempre foi assim?
O que me levou a reflectir: Afinal, o que é o Amor? Como o pratico em todas as direcções? Começando pelo meu Eu Interior na direcção do Outro? Como o generalizo? Estará a sociedade preparada para aceitar este Amor sem limites e sem barreiras?
O Amor não tem peso, não tem cor, não tem forma, não tem temperatura, não tem cheiro… Ou terá isto tudo e nós é que não vemos, cegos pelas nossas resistências e crenças pessoais?
Como se simplifica ou sublinha o acto de Amar? Se nem nós próprios detectamos os sinais de quando o recebemos… Como sabemos que é verdadeiro, genuíno, sem segundas intenções?
Quem são os “professores/educadores” do Amor? Em quem posso confiar e com quem posso aprender?
Ligo a televisão e assisto a dramas que envolvem o Amor, ligo a rádio e ouço canções sofridas sobre o Amor, abro um livro e leio toda uma tragédia que envolve o Amor… Amar implica sofrer? Mas, não é o Amor o auge da tranquilidade interior? A linha que serve a descrição da compreensão do Todo e da Paz?
Será que andámos todos à procura de ser amados? Estaremos no século do Amor Próprio? Teremos medo de Amar? E bem pior: Teremos vergonha de Amar?
Quantos tipos de Amor existem? O da Família? O dos Amigos? O da Solidariedade? Podia dizer que são os amores mais fáceis de implementar, mas a vida já me demonstrou que não é assim tão linear. Também estes amores nos conduzem à dúvida!
Já encontrei o rosto do Amor em pequenos gestos que marcam a diferença, na simplicidade… Em que a pessoa, sem querer, se torna “gigante na sua dignidade” com tanta humildade e subtileza ama os outros. Olhando-a nos olhos, encontro um sentimento de tranquilidade, que me diz que essa pessoa sabe Amar e encontrou o caminho. Mas, porque pára aí esse fluxo de Amor? Porque não contagia? Talvez porque essas pessoas não gostem de público, de foguetes, de barulho, de medalhas… Mas podiam aceitar “alunos”!
Eu parei trinta minutos para pensar sobre o Amor! E senti-me muito confusa! Porquê? Porque ouço muitas vezes falar sobre o Amor, mas como uma forma de cobrança ao outro! Porquê? Porque ouço mais vezes falar sobre o Amor-próprio, do que sobre o Amor ao outro! Porquê? Porque não sei se estou a Amar da forma correcta! Porquê? Porque vejo mais pessoas a Amar de uma forma incorrecta do que correcta! Isto é, se existe uma forma correcta para Amar!
As minhas reflexões conduziram-me a uma pesquisa aleatória na internet e deparei com algumas citações interessantes, que quero partilhar convosco:
“O amor torna tudo brilhante, agradável e vantajoso. O amor é o vaso que contém alegria!” Madre Teresa
“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo." Albert Einstein
“A vida ensinou-nos que o amor não consiste em olharmos um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direcção.” Antoine De Saint Exupery
“A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que se é; ou, mais correctamente, de ser amado apesar daquilo que se é.” Victor Hugo
“Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.” William Shakespeare
“Amar consiste em fazer a felicidade dos outros.” Leibniz
“Ninguém caiu tão baixo que não possa ser levantado pelo amor.” Gandhi
“Na raiz de quase todas as misérias materiais e, sobretudo, morais, está uma falta de amor, uma fome de afeição que não foi satisfeita”. Georges Arnold
“O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.” Aristótoles
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.” Clarice Lispector
“Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.” San Kenn
“O que há de admirável no amor é que quando um se dedica ao outro, esquecem-se de si mesmos.” M. Corday
”O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício aterrador.” Storm

Estas são apenas algumas das citações brilhantes que encontrei e que me levaram a concluir o seguinte: Estes pensamentos, tão sábios, simples e profundos, reunidos, e transformados em atitudes objectivas, poderiam funcionar como um livro de instruções para o caminho do Amor. No entanto, todos sabemos que aprendemos mais a Ver do que a ler a ouvir! Precisamos da observação do Amor na sua prática, para não nos perdermos nas frases!Sei apenas que amo e isso faz-me sentir uma força!

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