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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

02
Out18

...

Bárbara

Hoje, prometi a mim própria que não iria falar mal de ninguém, nem de leve. Mas, o mais grave, era que não iria pensar mal de ninguém. Exatamente, mais grave, pois só me apetece pensar em palavrões sempre que vejo alguém. Hoje, o ambiente está pesado e não me estou a sentir encantada pelas pessoas, algo que é raro. Eu até estava bem disposta, mas este maldito cair da folha deixa tudo extremamente deprimido, carente, sem esperança, mal dispostos, antipáticos, resmungões, apelativos, mal educados. E, só me cruzo com caes abandonados, fico com um aperto na alma, sem resolução. E não me digam que é daqueles dias das mulheres, garanto que não. E, também não é falta de desporto, já vou há mais de uma semana sem falhar, tenho camiado como uma desesperada e tenho trabalhado como a pobre que sou. Só queria que os meus cães me deixassem dormir, que não passassem o dia a ladrar, que não existissem cães na rua, que as pessoas fossem doces e simpáticas,que o meu negócio crescesse que a minha mãe me amasse, bem como as minhas irmãs, e que as pessoas me deixassem de chatear com mesquinhices, camufladas de envenenar os outros. Pode ser? Por favor, só hoje, que até estou tonta.

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