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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

22
Jul19

Hoje, acordei com vontade de partilhar coisas

Bárbara

Hoje, acordei com uma vontade imensa de partilhar algumas opiniões, apenas perceções, mas que me parecem fazer sentido partilhar. Gosto do meu país, mas já gostei mais, confesso. Gosto da vida, mas também já gostei mais deste planeta, confesso. Aliás, amo este planeta, já gostei mais foi das pessoas que aqui habitam. Evito assistir a notícias contínuas e massacrantes, procuro o silêncio e isolamento necessário no pouco tempo que tenho, para me conseguir ouvir, considerando a profissão que tenho e atingir alguma paz de espírito.
Quando paro para ver como anda o mundo, a alma chora e a esperança reduz.
Preciso de horas e horas para me restabelecer e voltar a acreditar nas pessoas.
Observo, por exemplo, como os portugueses reagem a propostas de lei que visam tentar cuidar, um pouco, do nosso planeta, dos seres vivos vulneráveis e perco o fôlego da vida.
Ser multado por deitar beatas ao chão? Ridículo!!! O melhor é mesmo sujar toda a via pública com milhares de copos de plástico, após “matarmos a sede” com toda a cerveja disponível!
Proibir os maus tratos a animais! Ridículo!!! Temos que amar primeiro os humanos, acabar com a fome e com a guerra, mas primeiro, temos que ver o futebol, festas, praia e sujar o máximo que consigamos o bocadinho de praia, com que fomos presenteados.
Boa, foi proibido o abate dos animais nos canis, mas, entretanto, vamos deixá-los morrer lentamente na rua! E ai de quem ouse alimenta-os! Continuem distraídos com as festinhas populares, o futebol, o umbigo e tudo o resto que vos distrai de transformar este mundo num mundo melhor. Viremos a cara para ao lado, quando passarmos pela crise social e continuemos a estimular o nosso mundo de faz de conta, faz de conta que somos solidários, faz de conta que nos importamos, faz de conta que agimos, apenas faz de conta que temos valores e coração.
Morrem pessoas num incêndio, desviam-se fundos e as vítimas continuam vítimas prolongadas no tempo, mas continuamos a gozar o rodar do braço no PAN, num festejo de vitória, pois isso é que é importante.
Valorizamos de treta atos solidários, pois fica bem na montra, mas vivemos como parolos que cospem no chão, atiram beatas, não cumprem o código de estrada e nada fazemos para nos transformarmos num povo mais civilizado e solidário com causas válidas.
Dias há, em que quando escuto as pessoas com os seus valores de tremoço, as suas vida fúteis de crítica fácil ao alheio e a sua maioria retida nesta forma adormecida de estar e entro em desespero, pois a mudança encontra-se tão, mas tão longe. Sim, muito mais importante continuarem a preocuparem-se com a vidinha de treta dos outros, ou o carrinho novo… Políticos roubam, brincam connosco e continuamos aqui a escolher a roupa de Páscoa e preocupados com futilidades exteriores. Pessoas demoram anos a conseguir uma operação vital, expõe-se a corrupção e continuamos aqui a comer um franguinho de churrasco. Sempre a julgar a diferença, com medo de não sermos normais… Sempre a adormecermos o cérebro, com medo que desperte a nossa consciência… Hoje, acordei a não gostar de pertencer a isto que se chama de pessoas! E lamento mesmo, que em detrimento de vos fazer refletir, agonie o vosso fígado comodista!

11
Jul19

cansadinha da forma como as mães educam os meninos

Bárbara

Atualmente, até me faz sentido enjoada sempre que observo a forma como as mães educam os filhos. Carregam sempre um sentimento de culpa e de admiração em pedestal sempre que falam dos seus rebentos. Parecem sentir sempre que não fazem o suficiente, não dão o suficiente não amam o suficiente. A maior parte parece sentir que pariu o messias, o intocável. Minha gente, as crianças são mais do mesmo, todas são inteligentes, fofinhas, queridas e criativas. Andam todas na música, dança e no desporto. Todas fazem parte de espetáculos no final do ano. Todas sabem jogar ao computador e são sobredotadas. E todas fazem caquinha! Todas mentem, fazem birra, acham-se as melhores do planeta, não têm respeito por nada, nem por ninguém, pois acham-se a rosa do principezinho. Cansada de mãe e de filhos das maes. Talvez amanhã após uma noite de sono já me sinta mais tolerante por quem acha que educar é só permitir. 

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