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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

13
Dez18

Este natal de saudade e alma apertada

Bárbara

Estas canções de natal que nos trazem a saudade do que fomos e não fomos, estas luzes que batem nas memórias que nos levam a uma outra vida, que já não pertencemos. Este cheiro de vida, que se mistura com a perda de sonhos, que libertamos, enquanto caminhamos numa calçada, que já foi da criança que brincou e se perdeu no coração que cresceu.

Tantas promessas que me fiz para nunca mais me esquecer do que seria importante, tantos Natais de lágrimas, presa a alguém que não sou, mas que seguiu um caminho apontado por tantos outros feitos de sombra e de recusa do sol.

Tenho a certeza que nasci na dimensão errada, pois na minha pertença eu sou esta, mas muito mais outra, que cresce nos brilhos da magia do Natal.

Sou uma casa aquecida por uma lareira de chão de tijolo, com mil vozes trocadas entre diferentes gerações, uma casa de trabalho de mim que se sentam numa mesa para amar e rir. Sou música que se escuta numa rua portuguesa, de casas com telhado de telha e postes iluminados. São corpos que se abraçam num reencontro agendado sem fim e na certeza da pertença. São dezenas de crianças, embrulhadas nas suas malhas, num tropeção de corrida e em agudos de gargalhadas. Sou papel de embrulho espalhado, como certeza de que valeu a pena as partilhas numa noite de frio, aquecida pelo amor de quem se aceita. Sou o meu nome repetido em mil vozes de familia, que rodeiam uma mesa e se baralham nas piadas e nas histórias. Sou o cheiro de rabanadas, com um resto de lenha que arde e acompanha aquele mesmo filme que se assiste desde sempre. Sou a porta que abre para a entrada de mais um, para que ninguém ouça sozinho as badaladas que devem sublinhar o amor de todos. Sou um mundo em paz, que num conto de magia se fez harmonia e nos levou a sermos a promessa de criança com que a vida nos brindou. Sou o embalar em querer ser alguém melhor, num perdão e no ser perdoada, nos olhos que riem e acompanham uma boca que se expressa em carinho. E mesmo quando me sinto perdida num outro eu, que se perdeu desta dimensão, e me perco na emoção das luzes e da música, observo a energia no ar e percebo-nos a todos a quererem voltar a esta dimensão, de quem tanto somos e a libertarmos tudo o que não nos pertence. Isto, porque no fundo, Natal é apenas amor decorado, perdão iluminado e afeto sublinhado por notas musicais, que nos fazem recordar que somos gente de amor!

11
Dez18

...

Bárbara

Talvez por isso hoje a minha mãe me irritou tanto. Por ser despropositada na rua e me sentir envergonhada, como sempre o fez, por todos acharem imensa piada por não ser a mãe deles, por não estar relacionado com a idade, mas com problemas psicológicos, por a sentir tão egoísta e fazer perguntas retóricas e não com real afeto. Porque não tenho mais ninguém e quem tenho não sabe amar, nunca soube. Há dias em perdoo o meu pai por ter morrido quando eu tinha 7 anos, há dias em que perdoo a minha mãe por me ter deixado desta forma tão confusa emocionalmente, há dias em perdoo as minhas irmãs por seres assim, ausentes, inconscientes, há dias em que me perdoo por não valer nada, não merecer nada, nem conseguir morrer. Mas, hoje, não é o dia! Hoje, queria ter nascido em outra vida, com outra mãe, outros irmãos, outros sobrinhos, outro eu, outro pai, outro presente, outro passado, outro futuro. E agora, vamos colocar o nosso ar mais profissional e vamos fazer de conta do que não somos. Odeio-me!

10
Dez18

...

Bárbara

Quero querer-me mais, quero aceitar-me mais, quero viver mais. Quero ser outra pessoa, quero nascer de novo, quero ter tempo para viver, quero ter tempo para chorar. Perguntei à minha irmã, pela segunda vez, se queria vir no Natal a minha casa, com o filho e a minha mãe. Voltou a responder-me , no dia 7 de dezembro, que ainda não tinha falado com o filho. Esta falta de cuidar e de cuidado, esta dificuldade em sentir empatia e em amar para além do próprio filho e a si própria. A falta de consciência que magoa, que me faz sentir só... Hoje, envie-lhe uma mensagem e disse que no natal e na passagem de ano ia para fora. Não obtive resposta. Quero ser mais pessoa, exijo ser mais pessoa, por favor. 

08
Dez18

...

Bárbara

Desabafo 1. Então, escuto isto no agendamento de algo do interesse da pessoa: "Não pode ser mais tarde? É que ele/ ela gosta de dormir até mais tarde." Este ele ou ela são os filhos adolescentes, ou já com idade para serem pais. Neste momento questiono-me se será o filho a sofrer de algum problema grave de saúde, nomeadamente no sono, ou o pai/ mãe a sofrer de algum problema grave na parentalidade e se estão, realmente, conscientes, na forma distorcida, como estão a contribuir para irresponsabilidade e baixa resistência à frustração por parte do seu mais que tudo. Continuem a contribuir para mais gerações mimadas! Desabafo 2. Os atrasos e as não comparências a compromissos demonstra uma imensa falta de respeito para com o outro, bem como a forma como nos achamos mais importantes na forma como rentabilizamos o nosso tempo e vida. Obrigada. Sinto-me um pouco mais leve.

07
Dez18

...

Bárbara

Como eu quero ser?

Tranquila, viver em paz, não contar mais do que o necessário, disciplinada, acreditar em mim e na vida. Organizada, trabalhadora, motivada, dinâmica, segura, inteligente, perspicaz, amada, tolerante, bem disposta.

O que eu quero ter?

O meu negócio, o meu companheiro e família, o meu peso ideal, a minha conta fantástica, o meu carro, a minha saúde.

O que eu vou fazer?

Acreditar, trabalhar e tentar mudar.

Missão: 24 horas sem juízos crítico e de valor

Coragem!

07
Dez18

...

Bárbara

Estou a viver um período em que está a ser difícil libertar-me do pessimismo, que me foi passado. Preciso mesmo alterar o meu estado vibratório, em voltar a acreditar antes de acontecer, sentir fé na vida, em mim, no mundo. No entanto, sinto um aperto no peito tão pesado como se fosse um alarme de aviso, os dentes cerrados que até me doí o maxilar e na mente uma sombra escura e pesada. Não tenho ido à minha mãe, fui apenas na terça, pois também ela está carregada de negatividade e está a fazer-me mal. Comprei todas as prendinhas que consegui e que ela pediu para oferecer, mas ela continua a querer mais e a pedir mais. Tentei que as minhas irmãs me substituissem um pouco esta semana, mas obtive como resposta o vazio emocional normal, de quem se enche de razão para não pensar com a correção da emoção de família. Uma parte grande de mim sentiu a maior culpa de mundo, pois sinto que se não sou eu fica abandonada toda a semana. A outra pequena parte resolveu permitir-me ganhar alguam força e estrutura, pois sinto-me frágil. 44 anos e não tenho absolutamente ninguém com quem partilhar as angústias. No trabalho também não anda fácil, existe toda uma onda de cobrança arrogante e de desvalorização de resultados, com ênfase nos maus resultados. Só quero conseguir respirar ou ter tempo para chorar! Hoje, comecei a trabalhar às oito e termino depois das 21 horas. Sinto-me tão miseravelmente só. Preciso de uma luz, e se acredito na proteção de algo, apelo ao meu pai, que me ajude um pouco neste momento, que me dê alguma tranquilidade, uma resposta qualquer do universo, que me indique que o caminho é a vida. Preciso me sentir viva, preciso de sentir que posso agradecer, preciso de me sentir sem medo. Tenho uma reunião agora, mas estão atrasados, talvez, assim me permita algum espaço. 

06
Dez18

Tenho que alterar a minha vibração e estou com dificuldade

Bárbara

Estou a viver um período em que está a ser difícil libertar-me do pessimismo, que me foi passado. Preciso mesmo alterar o meu estado vibratório, em voltar a acreditar antes de acontecer, sentir fé na vida, em mim, no mundo. No entanto, sinto um aperto no peito tão pesado como se fosse um alarme de aviso, os dentes cerrados que até me doí o maxilar e na mente uma sombra escura e pesada. Não tenho ido à minha mãe, fui apenas na terça, pois também ela está carregada de negatividade e está a fazer-me mal. Comprei todas as prendinhas que consegui e que ela pediu para oferecer, mas ela continua a querer mais e a pedir mais. Tentei que as minhas irmãs me substituissem um pouco esta semana, mas obtive como resposta o vazio emocional normal, de quem se enche de razão para não pensar com a correção da emoção de família. Uma parte grande de mim sentiu a maior culpa de mundo, pois sinto que se não sou eu fica abandonada toda a semana. A outra pequena parte resolveu permitir-me ganhar alguam força e estrutura, pois sinto-me frágil. 44 anos e não tenho absolutamente ninguém com quem partilhar as angústias. No trabalho também não anda fácil, existe toda uma onda de cobrança arrogante e de desvalorização de resultados, com ênfase nos maus resultados. Só quero conseguir respirar ou ter tempo para chorar! Hoje, comecei a trabalhar às oito e termino depois das 21 horas. Sinto-me tão miseravelmente só. Preciso de uma luz, e se acredito na proteção de algo, apelo ao meu pai, que me ajude um pouco neste momento, que me dê alguma tranquilidade, uma resposta qualquer do universo, que me indique que o caminho é a vida. Preciso me sentir viva, preciso de sentir que posso agradecer, preciso de me sentir sem medo. Tenho uma reunião agora, mas estão atrasados, talvez, assim me permita algum espaço. 

04
Dez18

Esta...

Bárbara

Esta dificuldade estranha que temos, perante os problemas, em apontarmos culpados e desculpas, em vez de criarmos soluções. E esta estranha posição que escuto, por parte de alguns pais, em determinadas situações, em responderem que vão perguntar aos filhos, para que estes decidam, quando eles precisam de orientação firme... E esta mania pateta em esquecermos que a morte é a certeza e que existem tantas pessoas em cuidados paliativos. Esta lacuna que temos na relativização da vida... Esta necessidade que temos de nos considerarmos sábios e birrentos, sempre a pegarmos com as atitudes dos outros... E este mundo de pessoas boas e coisas boas que acontecem, mas que não são valorizadas e são abafadas pelas más notícias. Esta forma egoísta que temos de cuidar dos outros, falhar com os outros, tudo desculpabilizado pela vida difícil que o universo lhes deu. Esta forma estranha de sermos...

04
Dez18

...

Bárbara

Faz-me imensão confusão, quando escuto pais a dizerem que vão ver como os filhos querem fazer em determinados assuntos, nomeadamente em assuntos referentes a estudos. 

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