Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

19
Jun18

Quero uma mãe que deixe saudade

Bárbara

Hoje, acordei a pensar nisso... E de coração partido, pois amo quem tenho, mas não me recordo quando me deixou de amar, nem sei se alguma vez me amou. Apenas queria sentir aquela sensação de me saber bem estar com ela, que ela me escutasse, mas com atenção, me elogiasse, me esperasse sem ser na cobrança. Aquele dar sufocado, que parece ter sempre um objetivo. Aquele olhar crítico, com palavras ambivalentes, humores rápidos e contraditórios, com choros compulsivos e sem procurar solução. Odeio o natal, tantas vezes a vi a chorar, ou a partir copos. Quero mesmo uma mãe que me deixe saudade e nãoo uma saudade angustiada, do amor que não conheci e que me fez sentir medo de ser mãe, tal o sofrimento que sempre pensei que lhe causava. Preciso de uma mãe a quem cuidar e que me ame por tal e nãoque me trate deste modo e me cobre e me critique.

Só preciso de uma mãe como as outras...

11
Jun18

Trabalhar com uma pessoa manipuladora suga todas as energias

Bárbara
Mais uma crise no contexto de trabalho, mais um drama, uma incerteza, uma ameaça de desertar e o envolvimento da família do lado de lá. Nem sei o quanto isto é melhor do que deixar de a ter como colega, sócia, ou o que é. Quando surge alguma dificudade, corre para o marido, num choro só e lá vem ele e a filha, de má cara, numa cobrança, como se o mundo girasse à volta deles. Defendo-me como posso, mas desta vez, foi muito, mas muito mau. Faltou dinheiro no cofre e só três pessoas têm a palavra passe. Não pude acusar diretamente, apesar de saber que não fui eu que o tirei! Disse, apenas, que tínhamos sido assaltadas e ninguém questionou mais nada. Mais um drama, um choro, um acusar, pois é assim que funciona. Sinto-me tão esgotada que já há dois sábados não consigo trabalhar no meu segundo emprego e me prejudico. E não é do trabalho, é desta necessidade constante de carpir, de manipular, encontra sempre lgo pelo qual se possa manipular e de repente, estou a lidar com alguém que tem 4 anos. Ora, ou está cansada, ou doente, ou farta da família, ou não me aguentar a mim, ou ao trabalho. Alguém lhe diz algo, toma comprimidos e depois anuncia, para ser levada para o hospital! Decidi que tenho que ser mais inteligente, não me deixar sugar, não valorizar, fazer-me de burra e não andar com ela ao colo, sempre a reforçar, a elogiar, com medo, que me deixe sozinha no meio do caos! Estou eu a escrever isto e envia o marido uma mensagem a questionar como se encontra ela, como se fosse a maior desgraçada do mundo. Provavelmente, porque lhe disse que não aguenta mais e o normal. Uma colega disse me que eu deveria arranjar um namorado, para nos reunirmos todos e adotar um ou outro filho.
04
Jun18

...

Bárbara

A minha colega de trabalho deprimiu mais uma vez e lá veio a família toda em socorro. Afoguei-me na minha solidão de gente... Toda a minha vida alterou, considerando as funções e responsabilidades de cada uma e como me senti sufocada, sem soluções. Não é drama meu, é a realidade. Só sou dramática na escrita, na vida continuo a remar. Não tenho outra hipótese, caso caia, não tenho quem me levante. Já passei por várias fases, já a odiei, já me senti zangada, enfrentei-a e como sempre, reagiu com chantagem emocional, afirmou que ia embora, para eu ficar melhhor. Hoje, até fiz um intervalo na dieta como precisasse emocionalmente de me fortalecer. Amanhã volto ao rigor. Sinto-me tão cansada, trabalhei até sábado, o domingo passou a correr e hoje, também queria deprimir e desaparecer. Sinto que esta vida não é minha. Não tenho laços, não tenho compromissos, não tenho família presente, resta apenas um cão que amo. Quem me dera ter a vida dela, um bocadinho da vida dele, sentir-me em segurança só uns minutos por dia!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D