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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

23
Mai18

eu acredito!

Bárbara

O que quero mesmo ao acordar?
Quero fazer de conta uma e outra vez, até acreditar e passar a agir…
Quero descobrir a fé pela vontade na mudança, até perceber o rosa no céu como um amanhecer vivo de calor…
Quero ver as pessoas num movimento coletivo de quem acredita num nós, ignorando o eu…
Quero descobrir no passado uma aprendizagem calma, no presente uma vivência de afetos e no futuro uma esperança da alma…
Quero perceber objetivos altruístas em gestos espontâneos e calculados…
Quero ver valores em cada pedra da calçada, em cada inspirar e expirar, em cada movimento do olhar…
Quero confiar no despertar, que a minha crença infantil não é vapor da imaginação, perdida na ingenuidade da emoção…
Quero acreditar em ti, com quem me cruzo, sem te olhar e sem te ver, mas quero acreditar!
Quero acreditar, preciso acreditar, tenho que acreditar… Perco a essência se banir a crença no meu ser… Eu ainda acredito!

23
Mai18

Sempre o bem

Bárbara

No outro dia, após observar uma situação de vida, questionei-me sobre o que gostaria de ler daqui a 20 anos numa carta dirigida a mim própria. Qual seria a primeira frase que gostaria de ler? Linhas preenchidas de avisos, de conselhos, de frases filosóficas, de orientações, de quê? Frases com referência a saudades desenhadas com nomes de quem amo, pinceladas com atitudes do que fiz ou do que ficou por fazer? Mágoas, ódios guardados e cimentados algures na minha alma? Gargalhadas sonoras legendando momentos únicos? Explicações sobre a minha personalidade ou a dos outros? Poesia dilarante poisando na inspiração de um copo de vinho tinto? Hinos de revolta e vozes de ordem a cair no vazio ou nas colinas de multidões? Abraços, carinho, mimos, tolerância? Ralhetes numa entoação de voz de mãe de quem perdoa, mas não esquece? E dados? Que dados concretos me serão úteis no futuro? Encostei-me no sofá, folha pousada nos joelhos, caneta na mão, na alma um misto de missão e de mais uma patetice à Marina. O olhar perdeu-se num longíquo percurso que me trouxe a este momento, uma melancolia de tudo e de todos (mesmo dos maus e muito maus) preencheu a garganta e a caneta ficou parada no tempo e no espaço. Olhei para a folha e senti-me sozinha, sim é verdade... O que te posso dizer a uma Marina com mais 20 anos de dias, de risos, de mágoas, de dores, de rugas?? Queria escrever algo significativo, mesmo porque o ontem foi pesado. No olhar no amanhã, apenas me ocorreu escrever, para ser leal ao bem.que quero fazer no mundo, mesmo pouco e discreto, fazer sempre o bem, mesmo com o.coração dorido, escolher sempre o bem.

22
Mai18

Hoje, está um aperto na garganta

Bárbara

Hoje, sinto mesmo o mundo pesado, como se algo inevitável estivesse a caminho. Aliás, as pessoas parecem banhadas em má energia, não necessariamente, que estejam más pessoas, mas tensas. Também me sinto assim, com algo bem presente, como se me fizesse sentir ainda mais pesada. Logo hoe, que decidi que ia vencer na vida. Logo hoje, em que decidi recomeçar a minha dieta rigorosamente. Andei a ser permisisiva comigo mesma, após ter verificado que tinha emagrecido oito quilos! Amiga, tens que perder 30 kg, oito são apenas um cotovelo de ti!

Estou a afundar-me em afirmações positivas desde que acordei, pois isto de viver as situações de vida de forma tão presente, cansa-me. Não sou muito de viver os problemas como um ultimato à felicidade, aceito, ou aprendi a aceitar tudo o que me vai acontecendo. Também estava lixada, caso não me tivesse desenvolvido para aqui! Ficava sozinha num canto, a carpir e sem ninguém que me escutasse. Este domingo tive um rasgo intenso de felicidade, foram apenas uns segundos, mas com uma intensidade que me preenchou. Queria ter ficado presa lá, sozinha, com o meu cão, no meu sofá, com a minha comida, de iniciação de quem não percebe de fogão e três minis, porque sim!

Hoje, queria mesmo que este peso de diluisse e nos sentissemos todos leves, felizes e que o sucesso viesse até nós! Aqui está uma conversa de um profeta louco! Ora, vamos lá! Força, Portugal! 

21
Mai18

Hoje, é mesmo segunda-feira de humor!

Bárbara

Hoje, é mesmo segunda feira de humor, pois, sinto-me cansada física e mentalmente. Confesso, estou com um humor de guerra e não me apetece interagir. Mas, tal não é possível, pois a minha vida profissional se fosse mais interativa teria que viver com as pessoas com que lido. Hoje, compreendo porque as pessoas que atendem o público, geralmente, apresentam sorriso difícil! Se u pudesse, também o faria! Sinto-me absorvida pela falta de espaço e privacidade! Sinto falta de me ouvir, falta do meu espaço no trabalho e falta de tempo para que me possa sentir sozinha. Falta de tempo! Saudades tenho de chegar a casa às18h! Saudades tenho de sábados sem trabalhar! Saudades tenho da vida! Hoje, estou mesmo de mau humor, mas tenho que me afogar nele, pois não o posso manifestar. Coloco sorriso na boca, adoço as palavras e finjo que estou bem! Hoje, acordei com muita irritação, só ueria uma redoma e ser invisível! Queria que todos se calassem e não me vissem! Hoje, estou mesmo com mau humor!

19
Mai18

O mundo será o que sou!

Bárbara

Entre a razão e a emoção vai o balanço do que me ensinam e o que sou.
Quero ser tão mais do que pensamentos e passos.
Tenho medo de me perder neste mundo de tanta cor sem cor.
Por vezes, assusto-me quando me deixo de escutar e passo a ouvir sem sentir, sem pensar e mesmo sem amar.
Por vezes, perco-me neste emaranhado que nem é meu, quero parar só umas respirações e recomeçar onde me perdi.
Curo-me todos os dias do que me fazem viver, mesmo sem escolher e todos os dias escolho um mundo tão meu e se dói nem fui eu.
Mais do que a dor do que a ação exterior é aperceber-me que conduzo sem me ver.
E hoje parei, já ia a meio do que escolheram para sentir e respirei, afinal, quem decidia era mesmo eu.
De um modo ou de outro, sou apenas o que me escolho e não o querem que seja.
Quero ser quem sou ontem, hoje e amanhã, mesmo que me firas num afeto, que te dei, me cegues num ciúme que me devolves sem o ter enviado, me intoxiques numa inveja apenas tua e me tentes sufocar num ego, que me quer apagar.
E afinal, o meu maior inimigo era apenas eu, num acreditar que apenas escolhi sentir.
Um dia prometi que não me troquei, mesmo na dor que repete e bate e ondula, neste ser que se parte.
Um dia prometi que não me mudei de ser e hoje senti-me perder, como se agarra a um chão que mexe e nos misturamos em sombras, que não são nossas?
Mais do que triste, sinto-me perdida em quem não sou.
Difícil viver num mundo sem corrimão, numa estrada sem traçada, numa palavra sem limite.
Abraço-me no que me conheço e receio correr em direção a nada.
Só queria ser melhor no sentir, no dar, sem que o cansaço me dissesse para parar.
Abraçar o mundo custa perder uma alma em que me vejo e em quem sou.
Não o preciso de abraçar de tal forma, apenas me ser neste sentir, sem me tornar naquele querer, que não é meu.
E quando doer… e quando me sentir ir… foco-me no que sinto, olhando para fora ou para dentro, nas pessoas ou através delas, num valor que sou sem perder o meu nome, que é bem mais do que um som.
Apenas tenho que me recordar não me perder nesta essência, que me faz ver sentido no viver.
E no final, o mundo será o que eu sou!

17
Mai18

Estou a passar-me com a minha colega de trabalho

Bárbara

Não sei com quem tabalham, mas neste momento a irritação que dirijo à pessoa que trabalha comigo é tão intensa, que até me sinto enjoada a ouvir o sorver da sopa. Faço mesmo para não termos o mesmo horário de almoço! Preciso desabafar aos gritos, por mesquinhez, porque sou humana, porque preciso, simplesmente... Sabem aquelas pessoas que passam o dia a lamentar-se de problemas imbeci, que choram todos os dias, que estão sempre cansadas (nomeadamente, quando nós estamos realmente, pois temos uma vida mais lixada), que estão sempre doentes (nomeadamente, quando nós estamos realmente), não encontram significado na vida (porque simplesmente o podem), mesmo que tenham a conta recheada, uma casa de sonho, o carro de político, o marido que lhe faz tudo, a filha que é uma melada... A forma de falar dela irrita-me, a forma como se arrasta, o armanço com que vive a vida... Ai, já não aguento mais! Perdoem-me, ela não me fez realmente nada significativo, mas já não aguento mais este genéro de ser, este desempenho, este carpir, este melanço. E esta mania que tem de comentar tudo sobre mim, de querer saber que encomendas recebo.... Preciso de espaço!

15
Mai18

Mais alguém sente este eco?

Bárbara

Mais alguém sente este ego que me afunda?

Que me faz sentir engolida pela indiferença de nada ter e de nada ser?

Que me conduz ao abandono de nada fazer para evitar o sentir de quem nem m interpreta, nem me compreende, nem me faz chegar...

Hoje, sinto-me tão dorida de sozinha que estou... Só me queria no abraço que me faz respirar na imaginação que sinto...

Só me queria na magia da lua que me envolve no canto do silêncio...

Só me queria num recomeço desta vida que não é minha...

Hoje, só me queria na partida... e era uma memória a quem ninguém recorre...

14
Mai18

Vou dizer-me o contrário do que sinto!

Bárbara

Acredito na vida e na força que trago! Acredito no amor e na intensidade com que me cubro de mim!

Acredito no presente de tal forma, que o meu futuro explodiu de felicidade e me embrigadou no sonho!

Acredito em todo o sucesso do mundo há minha espera, mesmo aqui na viragem do minuto!

Acredito na minha realização no universo, pois sei-me especial, ainda antes de nascer!

Sei que sou a pessoa mais importante do mundo para mim mesma e tenho que lutar por mim com todas as forças!

Tenho a certeza que a paciência, a tolerância, o amor vão acompanhar-me fazendo da sombra luz!

O mundo encontra-se repleto de pessoas que me amam, por quem sou, nas minhas qualidades e nos meus defeitos!

11
Mai18

Afinal, o que é o amor?

Bárbara

Afinal, O Que É o Amor?
Peço-vos trinta minutos do vosso tempo!
Muito, não? Mas, é pelo Amor…
Até sugeria que aproveitassem, por exemplo, enquanto estão a conduzir para reflectirem sobre esta questão, que parece tão simples. No entanto, penso que ninguém aceitaria como justificação: “Passei o sinal vermelho porque estava a pensar sobre o Amor”. Daí que, peço-vos trinta minutos do vosso tempo, bem paradinhos.
Eu sei que a dúvida é minha, mas também é vossa! Somos todos responsáveis, não pela resposta, mas pela sua concretização: A Prática de Amar!
Em quase todos os locais, em quase todos os meios de comunicação, em quase todos os programas acaba por surgir a abordagem a este “conceito".
Quando escutamos palavras como:
Ame-se a si próprio!
Ame os outros!
Aceite o Amor!
Ame os seus amigos, mas ame ainda mais os seus inimigos…
Parece tão simples! Parece tão fácil! Parece tão óbvio!
Contudo, quando o tentámos colocar em prática, encontrámos uma muralha de obstáculos: As nossas Defesas emocionais/pessoais e a Resistência dos outros!
Já percebi que é difícil Amar com a pureza que implica e na abrangência/imparcialidade que impõe! Talvez porque todos nós, seres humanos, tenhamos uma grande bagagem de qualidades e de defeitos!
Se nos amámos livre e espontaneamente, podemos tornar-nos convencidos!
Se amámos as pessoas com quem não concordamos ou não sentimos qualquer cumplicidade, despoletamos desconfiança (e isto para ver a situação de forma mais suave) e juízos de valor.
Como é que algo tão simples se tornou num processo tão complicado? Ou será que sempre foi assim?
O que me levou a reflectir: Afinal, o que é o Amor? Como o pratico em todas as direcções? Começando pelo meu Eu Interior na direcção do Outro? Como o generalizo? Estará a sociedade preparada para aceitar este Amor sem limites e sem barreiras?
O Amor não tem peso, não tem cor, não tem forma, não tem temperatura, não tem cheiro… Ou terá isto tudo e nós é que não vemos, cegos pelas nossas resistências e crenças pessoais?
Como se simplifica ou sublinha o acto de Amar? Se nem nós próprios detectamos os sinais de quando o recebemos… Como sabemos que é verdadeiro, genuíno, sem segundas intenções?
Quem são os “professores/educadores” do Amor? Em quem posso confiar e com quem posso aprender?
Ligo a televisão e assisto a dramas que envolvem o Amor, ligo a rádio e ouço canções sofridas sobre o Amor, abro um livro e leio toda uma tragédia que envolve o Amor… Amar implica sofrer? Mas, não é o Amor o auge da tranquilidade interior? A linha que serve a descrição da compreensão do Todo e da Paz?
Será que andámos todos à procura de ser amados? Estaremos no século do Amor Próprio? Teremos medo de Amar? E bem pior: Teremos vergonha de Amar?
Quantos tipos de Amor existem? O da Família? O dos Amigos? O da Solidariedade? Podia dizer que são os amores mais fáceis de implementar, mas a vida já me demonstrou que não é assim tão linear. Também estes amores nos conduzem à dúvida!
Já encontrei o rosto do Amor em pequenos gestos que marcam a diferença, na simplicidade… Em que a pessoa, sem querer, se torna “gigante na sua dignidade” com tanta humildade e subtileza ama os outros. Olhando-a nos olhos, encontro um sentimento de tranquilidade, que me diz que essa pessoa sabe Amar e encontrou o caminho. Mas, porque pára aí esse fluxo de Amor? Porque não contagia? Talvez porque essas pessoas não gostem de público, de foguetes, de barulho, de medalhas… Mas podiam aceitar “alunos”!
Eu parei trinta minutos para pensar sobre o Amor! E senti-me muito confusa! Porquê? Porque ouço muitas vezes falar sobre o Amor, mas como uma forma de cobrança ao outro! Porquê? Porque ouço mais vezes falar sobre o Amor-próprio, do que sobre o Amor ao outro! Porquê? Porque não sei se estou a Amar da forma correcta! Porquê? Porque vejo mais pessoas a Amar de uma forma incorrecta do que correcta! Isto é, se existe uma forma correcta para Amar!
As minhas reflexões conduziram-me a uma pesquisa aleatória na internet e deparei com algumas citações interessantes, que quero partilhar convosco:
“O amor torna tudo brilhante, agradável e vantajoso. O amor é o vaso que contém alegria!” Madre Teresa
“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor... Lembre-se. Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo." Albert Einstein
“A vida ensinou-nos que o amor não consiste em olharmos um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direcção.” Antoine De Saint Exupery
“A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que se é; ou, mais correctamente, de ser amado apesar daquilo que se é.” Victor Hugo
“Lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor.” William Shakespeare
“Amar consiste em fazer a felicidade dos outros.” Leibniz
“Ninguém caiu tão baixo que não possa ser levantado pelo amor.” Gandhi
“Na raiz de quase todas as misérias materiais e, sobretudo, morais, está uma falta de amor, uma fome de afeição que não foi satisfeita”. Georges Arnold
“O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.” Aristótoles
“Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.” Clarice Lispector
“Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.” San Kenn
“O que há de admirável no amor é que quando um se dedica ao outro, esquecem-se de si mesmos.” M. Corday
”O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício aterrador.” Storm

Estas são apenas algumas das citações brilhantes que encontrei e que me levaram a concluir o seguinte: Estes pensamentos, tão sábios, simples e profundos, reunidos, e transformados em atitudes objectivas, poderiam funcionar como um livro de instruções para o caminho do Amor. No entanto, todos sabemos que aprendemos mais a Ver do que a ler a ouvir! Precisamos da observação do Amor na sua prática, para não nos perdermos nas frases!Sei apenas que amo e isso faz-me sentir uma força!

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