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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

05
Abr19

Até sinto dificuldade em respirar

Bárbara

Recuso-me a aceitar este cansaço extremo, esta dificuldade em respirar, este cansaço de morrer. Digo que é do açúcar, da fibriomialgia, das 12 horas de trabalho, de não parar desde 2012, apenas digo porque o corpo tem que me obedecer, tem que se fazer gente, deixar de ser mimado. Não gosto muito das minhas fragilidades, das minhas incapacidades e de não ser magra e sobredotada. Só isso e já bastava para fazer o mundo caminhar na direção que o vejo!

De manhã, quando acordei, e felizmente o sono está a regular-se, desejei outra vida de tanto  cansada que me sentia. Lá me obriguei a ir ao ginásio, mais ou menos 39 minutos é o que tenho tempo de fazer diariamente. Corria para tomar banho, corri para o trabalho e aqui estou já há4 horas e ainda me faltam mais 8 horas a produzir, a criar , a fazer a diferença. Mas, queria que me passasse este cansaço, este estado emocional, esta falta de energia, esta vontade de me deitar e dormir. Vamos acreditar que a energia vai mudar!

 

04
Abr19

No fundo, hoje deixava a alma partir para outra vida

Bárbara

Hoje, estou de alma com muito menos energia. Há algo em mim, que parece forçar para esgotar a energia positiva, embrulhar-me em chocolate e desistir do dia. Infelizmente, não posso! Se eu faço isso, o meu emprego vai ao ar e eu vou para a rua. Comecei o dia a discutir com a minha mãe, pois hoje não consigo aguentar a energia dela, o egoísmo dela, a exigência dela. Fica a culpa a remoer-me porque não fechei o meu local de trabalho e fui passear com ela. Mas, hoje estou mesmo esgotada, parece não sobrar muito dentro de mim. Até as lágrimas teimam em não sair e ia-me sentir melhor.

Sei que vou ter que escolher acreditar, viver, mudar a vibração, ,as quero-me dar mais quinze minutos. Quinze minutos em que posso sentir pena de mim, em que posso sentir a casa vazia, o coração vazio e em que me vejo sempre a dar e nunca a receber. Sei que a vida é assim e aceito, mas hoje, uma manta, a netflix com séries parvas, chocolates gigantes e eu desaparecia do mundo. Ninguém se lembrava, somos tão rapidamente subbstituídos. Só hoje, queria-me perder em mim, emergir neste vazio e  deixar de ser gente. Mas, não pode ser, tenho que continuar a fingir, a olhar o outro atentamente, começar a fingir que o sorriso existe nm vazio sem naturalmente, não foi colocado. Gosto de trabalhar com pessoas e para pessoas, mas  hoje sinto um vazio sem energia, sinto-me carente, vulnerável, ninguém. Dias há assim, não é? Faltam cinco minutos para vestir o meu melhor humor e personalidade e lidar com o mundo, aceitar a minha invisilidade na entrega ao outro. Quando passam anos sem que recebamos um telefonema de alguém a perguntar como estamos, aceitamos quem somos para os outros e começamos a criar um valor para nós. Quem me dera me recolher em casa e receber a notícia que a minha próxima vida vai ser melhor. Quem me dera que me provassem que a minha crença é real, somos apenas caminhantes num percurso de melhoria, evoluíndo espiritualmente. Quem me dera que o pensamento positivo fosse verdadeiro e eu fosse apenas  uma história sem sentido, com data marcada para o final. Não falo da morte com receio, pois tenho demasiado em conta a minha alma. Apenas me canso demasiado de arranjar razões para continuar a viver. Reparem há demasiados anos não tenho ninguém do lado de lá da porta e do telefone e vou sobrevivendo. E reparem ninguém está realmente preocupado, observo as pessoas a viverem na sua pressa, para um segundo ou outro, mas não mais. No fundo, hoje deixava a alma partir para outra vida. Mas, não ia triste ou trágica, apenas ia descansar.

 

03
Abr19

A vibração

Bárbara

Ando-me a entupidr de livros e de audio de auto ajuda, mas, a energia está difícil de mudar. Talvez porque também ando a entupir-me de coelhos de chocolate que comprei para a caça aos ovos. Ou talvez porque a hora mudou, então sinto a minha energia reduzida, mínima, quase a entrar em coma. O medo, no meio desta confusão toda, tem vindo a crescer e não o posso permitir mesmo. Tenho provas de que se alterarmos a vibração, o pensamento, a energia, as situações de vida alteram. Não fosse este estado débil de nível de energia e ficaria uma guru fantástica. Mas, neste momento, temo adormecer. Resolvi apagar aquelas redes sociais manhosas, onde ainda retinha alguma esperança de conhecer alguém, que me acrescentasse. No fundo era uma falsa esperança receber aquelas notificações constantes do Ambrósio que visitou o meu perfil, ou do Pardal que pousou não sei onde. Terminei a minha relação com esses tipos de redes sociais, resolvi dedicar a minha vida à religião! Estou a brincar! Mas, quase que sim, acho que já não me recordo do ano, do último relacionamento. Inicialmente sente-se a solidão, depois, gradualmente, aceitamos, arranjamos dois cães, trabalhamos seis dias por semana, durante 12 horas, entupimo-nos de doces, aumentamos a zona abdominal, deixamos de pintar as unhas, mas ainda mantemos as raízes do cabelo e... seja o que o universo quiser. Hoje, estou a tentar ser grata, no meio do cansaço. Não me quero cansar, pois trabalho rodeada de pessoas , que adoram o drama da doença ou da vitimização. Então, eu quero ser rija, acreditar na cura, na vida, nas coisas boas. Hoje, vou persistir e vencer! A coisa positiva é que, após me entupir com pão com fiambre (sim, sim, e sou eu vegetariana, hoje fiquei faminta de fiambre e agora estou quase a vomitar de nojo), comi a minha salada feita em casa e o meu suminho de brócolos. Agora, vou tentar saltar no meu trampolim para subir a vibração e mais, resulta! 

02
Abr19

Olá, de novo

Bárbara

Já há muito tempo que não venho para aqui despejar sem filtro, como se não existisse um amanhã , nem efeitos sobre isso. Aqui estou eu, com menos ou mais peso, não faço ideia, qual foi a única agonia que partilhei. Neste momento estou mais próxima da minha família e estou a tentar testar a teoria dos autores e seguidores  da lei do segredo. Hoje, sinto-me, particularmente, tonta e fraca. Odeio, de coração, a mudança da hora. Já acordo às cinco da manhã, imaginem o meu estado walking dead, desde domingo. Agora ando numa nova etapa, resolvi entregar-me sem rede aos livros de auto ajuda! O que tenho a perder em aceitar a minha fé, a minha forma de amar o mundo, acreditar no poder da minha fé? Então, vou usar este blog para testar, vou acreditar em duas situações específicas, mas acreditar a sério, visualizar, criar, soltar e esperar. Vou acreditar na minha vida, na minha capacidade, em finais felizes. Então, para hoje, vou pedir um milagre, pode ser um pequeno, um médio, ou um grande. Apenas um milagre. 

Hoje, gostava igualmente de falar do pensamento. Realmente, concordo que o pensamento é deus e se nos derem à paz e ao trabalho de o escutarmos, é impressionante o que nos diz.

02
Jan19

Vou fazer de conta

Bárbara

Hoje, e só hoje e mais amanhã e  sempre vou fazer de conta. Vou fazer de conta nas palavras, nos sentimentos, nos pensamentos, na forma como interajo com os outros. Vou fazer de conta que vivo na pele de quem observo, de quem anseio ser na forma como é  amado pela família, pelos amigos que reune, pelo emprego certo nas horas e no  ordenado, pelo companheiro que é amigo, para além de amor. Vou fazer de conta que acordo a respirar profundamente e descontraidamente. Vou fazer de conta que não vivo afogada no medo. Vou fazer de conta que anseio pelas férias e pelos fins de semana, tantos os planos que tenho. Vou fazer de conta que não me afogo na compulsão alimentar para me alimentar de emoções. Vou fazer de conta que todos os dias me ouço a responder um "eu também", ao "amo-te". Vou fazer de conta que sou mais do que este pedaço de nojo, entupido em frases positivas, arrastar-me na vida e entupida de valores e de alma que mais ninguém valoriza. Vou fazer de conta que pertenço a este lugar de nada e de ninguém, onde ninguém se quer, mas todos se têm. Vou fazer de conta que acredito, quando no fundo da minha alma, apenas quero morrer, com toda a força, como pedi quando escutei o fogo do artíficio da passagem de ano. Mais um ano presa a uma casa vazia, já nem esforço, pois não tenho memórias a que me agarrar, ninguém a quem me aprender. Adormeci entupida no açúcar, droguei-me com calorias e séries da netflix e fiz me morta. Já não me suporto mais. Vou fazer de conta que sou alguém e sou feliz! Vou fazer de conta que é bom viver! Feliz ano!

13
Dez18

Este natal de saudade e alma apertada

Bárbara

Estas canções de natal que nos trazem a saudade do que fomos e não fomos, estas luzes que batem nas memórias que nos levam a uma outra vida, que já não pertencemos. Este cheiro de vida, que se mistura com a perda de sonhos, que libertamos, enquanto caminhamos numa calçada, que já foi da criança que brincou e se perdeu no coração que cresceu.

Tantas promessas que me fiz para nunca mais me esquecer do que seria importante, tantos Natais de lágrimas, presa a alguém que não sou, mas que seguiu um caminho apontado por tantos outros feitos de sombra e de recusa do sol.

Tenho a certeza que nasci na dimensão errada, pois na minha pertença eu sou esta, mas muito mais outra, que cresce nos brilhos da magia do Natal.

Sou uma casa aquecida por uma lareira de chão de tijolo, com mil vozes trocadas entre diferentes gerações, uma casa de trabalho de mim que se sentam numa mesa para amar e rir. Sou música que se escuta numa rua portuguesa, de casas com telhado de telha e postes iluminados. São corpos que se abraçam num reencontro agendado sem fim e na certeza da pertença. São dezenas de crianças, embrulhadas nas suas malhas, num tropeção de corrida e em agudos de gargalhadas. Sou papel de embrulho espalhado, como certeza de que valeu a pena as partilhas numa noite de frio, aquecida pelo amor de quem se aceita. Sou o meu nome repetido em mil vozes de familia, que rodeiam uma mesa e se baralham nas piadas e nas histórias. Sou o cheiro de rabanadas, com um resto de lenha que arde e acompanha aquele mesmo filme que se assiste desde sempre. Sou a porta que abre para a entrada de mais um, para que ninguém ouça sozinho as badaladas que devem sublinhar o amor de todos. Sou um mundo em paz, que num conto de magia se fez harmonia e nos levou a sermos a promessa de criança com que a vida nos brindou. Sou o embalar em querer ser alguém melhor, num perdão e no ser perdoada, nos olhos que riem e acompanham uma boca que se expressa em carinho. E mesmo quando me sinto perdida num outro eu, que se perdeu desta dimensão, e me perco na emoção das luzes e da música, observo a energia no ar e percebo-nos a todos a quererem voltar a esta dimensão, de quem tanto somos e a libertarmos tudo o que não nos pertence. Isto, porque no fundo, Natal é apenas amor decorado, perdão iluminado e afeto sublinhado por notas musicais, que nos fazem recordar que somos gente de amor!

11
Dez18

...

Bárbara

Talvez por isso hoje a minha mãe me irritou tanto. Por ser despropositada na rua e me sentir envergonhada, como sempre o fez, por todos acharem imensa piada por não ser a mãe deles, por não estar relacionado com a idade, mas com problemas psicológicos, por a sentir tão egoísta e fazer perguntas retóricas e não com real afeto. Porque não tenho mais ninguém e quem tenho não sabe amar, nunca soube. Há dias em perdoo o meu pai por ter morrido quando eu tinha 7 anos, há dias em que perdoo a minha mãe por me ter deixado desta forma tão confusa emocionalmente, há dias em perdoo as minhas irmãs por seres assim, ausentes, inconscientes, há dias em que me perdoo por não valer nada, não merecer nada, nem conseguir morrer. Mas, hoje, não é o dia! Hoje, queria ter nascido em outra vida, com outra mãe, outros irmãos, outros sobrinhos, outro eu, outro pai, outro presente, outro passado, outro futuro. E agora, vamos colocar o nosso ar mais profissional e vamos fazer de conta do que não somos. Odeio-me!

10
Dez18

...

Bárbara

Quero querer-me mais, quero aceitar-me mais, quero viver mais. Quero ser outra pessoa, quero nascer de novo, quero ter tempo para viver, quero ter tempo para chorar. Perguntei à minha irmã, pela segunda vez, se queria vir no Natal a minha casa, com o filho e a minha mãe. Voltou a responder-me , no dia 7 de dezembro, que ainda não tinha falado com o filho. Esta falta de cuidar e de cuidado, esta dificuldade em sentir empatia e em amar para além do próprio filho e a si própria. A falta de consciência que magoa, que me faz sentir só... Hoje, envie-lhe uma mensagem e disse que no natal e na passagem de ano ia para fora. Não obtive resposta. Quero ser mais pessoa, exijo ser mais pessoa, por favor. 

08
Dez18

...

Bárbara

Desabafo 1. Então, escuto isto no agendamento de algo do interesse da pessoa: "Não pode ser mais tarde? É que ele/ ela gosta de dormir até mais tarde." Este ele ou ela são os filhos adolescentes, ou já com idade para serem pais. Neste momento questiono-me se será o filho a sofrer de algum problema grave de saúde, nomeadamente no sono, ou o pai/ mãe a sofrer de algum problema grave na parentalidade e se estão, realmente, conscientes, na forma distorcida, como estão a contribuir para irresponsabilidade e baixa resistência à frustração por parte do seu mais que tudo. Continuem a contribuir para mais gerações mimadas! Desabafo 2. Os atrasos e as não comparências a compromissos demonstra uma imensa falta de respeito para com o outro, bem como a forma como nos achamos mais importantes na forma como rentabilizamos o nosso tempo e vida. Obrigada. Sinto-me um pouco mais leve.

07
Dez18

...

Bárbara

Como eu quero ser?

Tranquila, viver em paz, não contar mais do que o necessário, disciplinada, acreditar em mim e na vida. Organizada, trabalhadora, motivada, dinâmica, segura, inteligente, perspicaz, amada, tolerante, bem disposta.

O que eu quero ter?

O meu negócio, o meu companheiro e família, o meu peso ideal, a minha conta fantástica, o meu carro, a minha saúde.

O que eu vou fazer?

Acreditar, trabalhar e tentar mudar.

Missão: 24 horas sem juízos crítico e de valor

Coragem!

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