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Da forma como leio o mundo

Da forma como leio o mundo

15
Ago19

Por onde se começa e quem quer ir à frente, mesmo que o apelidem de louco?

Bárbara

Manter o foco em pensamentos positivos é um exercício difícil de se concretizar, quando diariamente somos bombardeados com más notícias, más atitudes e mau caráter. Existe quase como que um código estranho, silencioso mas vincado, de como devemos ser para bem parecer. Comprar um vestido deslumbrante e pagar um jantar solidário isso é mega chique e permite-nos subir bastante no termómetro da popularidade social. Todos gostamos de publicar fotos num dia de solidariedade, numa distribuição de comida às pessoas designadas por sem abrigos, numa entrega de um saco de ração, numa recolha de bens essenciais para vítimas de qualquer catástrofe. Reparem, não o critico, acho muito bem e faz muita falta. Mas, o que também faz falta é uma atitude mais comprometida, mais envolvida, mais participativa. É o compromisso do querer fazer bem e melhorar este planeta e agir sem grandes preocupações com o revelar, buscando a validade social. É o não aceitarmos que pessoas dormem na rua, que cães famintos correm as ruas diariamente na busca da morte. É esta tendência adotada como normal de virarmos o rosto. O aceitarmos leis que não permitem alimentar cães de rua, como se tal fosse uma resolução de algo, ou uma norma que visasse o bem estar de alguém. Reparem, no mesmo “livrinho de leis” fala-se que matar é crime, conduzir sob o efeito de álcool é crime e alimentar um animal é crime. Compreendo a razão das duas primeiras, já não se passa o mesmo em relação à última. A quem protege realmente? Coloca-se uma publicação qualquer no novo palco social que são as redes sociais, e destila-se ódio, amargura por lá fora. De baixo de pedras surge um grupo de moralista, simplesmente, para humilhar, ferir, magoar, marcar negativamente e mesmo observando a forma como a outra pessoa vai perdendo a alma, mantém este comportamento de ódio.
Como se implementa uma aprendizagem emocional e espiritual? Como se faz com que as pessoas comecem a desenvolver empatia, capacidade de se colocarem no lugar dos outros e valores? Por onde se começa?
Quando verifico que se deita fora a ração, que a tanto custo é comprada, para alimentar os famintos cães de rua, dá mesmo vontade de desistir e deixar de sentir.
Quando ouço comentários de ódio direcionados a quem morre de sede e fome, abandonados completamente num pedaço de água, dá mesmo vontade de desistir e deixar de sentir.
Quando verifico a leveza como são tratados os crimes, a corrupção, a injustiça, dá mesmo vontade de desistir e deixar de sentir.
Como se ensina a generosidade, a empatia, a justiça, a verdade, a lealdade?
Como se explica que a forma como tratamos os outros reflete-se, realmente, na forma como nos amamos?
Por onde se começa a mudança do ser humano?
Existe, efetivamente, a moda de parecer ser bom e correto, como se fosse um dom, mas quem realmente vive segundo essa escolha? Quem realmente se consegue perceber numa ligação a todos e abandonar o egocentrismo de mais ter, de mais adquirir e mais prejudicar o outro?
Repito várias vezes, bem baixinho, que um pouquinho de bem já traz alguma mudança ao mundo. Muitas e muitas vezes, principalmente quando dá vontade de desistir e deixar de sentir.
Por onde se começa e quem quer ir à frente, mesmo que o apelidem de louco?

22
Jul19

Hoje, acordei com vontade de partilhar coisas

Bárbara

Hoje, acordei com uma vontade imensa de partilhar algumas opiniões, apenas perceções, mas que me parecem fazer sentido partilhar. Gosto do meu país, mas já gostei mais, confesso. Gosto da vida, mas também já gostei mais deste planeta, confesso. Aliás, amo este planeta, já gostei mais foi das pessoas que aqui habitam. Evito assistir a notícias contínuas e massacrantes, procuro o silêncio e isolamento necessário no pouco tempo que tenho, para me conseguir ouvir, considerando a profissão que tenho e atingir alguma paz de espírito.
Quando paro para ver como anda o mundo, a alma chora e a esperança reduz.
Preciso de horas e horas para me restabelecer e voltar a acreditar nas pessoas.
Observo, por exemplo, como os portugueses reagem a propostas de lei que visam tentar cuidar, um pouco, do nosso planeta, dos seres vivos vulneráveis e perco o fôlego da vida.
Ser multado por deitar beatas ao chão? Ridículo!!! O melhor é mesmo sujar toda a via pública com milhares de copos de plástico, após “matarmos a sede” com toda a cerveja disponível!
Proibir os maus tratos a animais! Ridículo!!! Temos que amar primeiro os humanos, acabar com a fome e com a guerra, mas primeiro, temos que ver o futebol, festas, praia e sujar o máximo que consigamos o bocadinho de praia, com que fomos presenteados.
Boa, foi proibido o abate dos animais nos canis, mas, entretanto, vamos deixá-los morrer lentamente na rua! E ai de quem ouse alimenta-os! Continuem distraídos com as festinhas populares, o futebol, o umbigo e tudo o resto que vos distrai de transformar este mundo num mundo melhor. Viremos a cara para ao lado, quando passarmos pela crise social e continuemos a estimular o nosso mundo de faz de conta, faz de conta que somos solidários, faz de conta que nos importamos, faz de conta que agimos, apenas faz de conta que temos valores e coração.
Morrem pessoas num incêndio, desviam-se fundos e as vítimas continuam vítimas prolongadas no tempo, mas continuamos a gozar o rodar do braço no PAN, num festejo de vitória, pois isso é que é importante.
Valorizamos de treta atos solidários, pois fica bem na montra, mas vivemos como parolos que cospem no chão, atiram beatas, não cumprem o código de estrada e nada fazemos para nos transformarmos num povo mais civilizado e solidário com causas válidas.
Dias há, em que quando escuto as pessoas com os seus valores de tremoço, as suas vida fúteis de crítica fácil ao alheio e a sua maioria retida nesta forma adormecida de estar e entro em desespero, pois a mudança encontra-se tão, mas tão longe. Sim, muito mais importante continuarem a preocuparem-se com a vidinha de treta dos outros, ou o carrinho novo… Políticos roubam, brincam connosco e continuamos aqui a escolher a roupa de Páscoa e preocupados com futilidades exteriores. Pessoas demoram anos a conseguir uma operação vital, expõe-se a corrupção e continuamos aqui a comer um franguinho de churrasco. Sempre a julgar a diferença, com medo de não sermos normais… Sempre a adormecermos o cérebro, com medo que desperte a nossa consciência… Hoje, acordei a não gostar de pertencer a isto que se chama de pessoas! E lamento mesmo, que em detrimento de vos fazer refletir, agonie o vosso fígado comodista!

11
Jul19

cansadinha da forma como as mães educam os meninos

Bárbara

Atualmente, até me faz sentido enjoada sempre que observo a forma como as mães educam os filhos. Carregam sempre um sentimento de culpa e de admiração em pedestal sempre que falam dos seus rebentos. Parecem sentir sempre que não fazem o suficiente, não dão o suficiente não amam o suficiente. A maior parte parece sentir que pariu o messias, o intocável. Minha gente, as crianças são mais do mesmo, todas são inteligentes, fofinhas, queridas e criativas. Andam todas na música, dança e no desporto. Todas fazem parte de espetáculos no final do ano. Todas sabem jogar ao computador e são sobredotadas. E todas fazem caquinha! Todas mentem, fazem birra, acham-se as melhores do planeta, não têm respeito por nada, nem por ninguém, pois acham-se a rosa do principezinho. Cansada de mãe e de filhos das maes. Talvez amanhã após uma noite de sono já me sinta mais tolerante por quem acha que educar é só permitir. 

05
Abr19

Até sinto dificuldade em respirar

Bárbara

Recuso-me a aceitar este cansaço extremo, esta dificuldade em respirar, este cansaço de morrer. Digo que é do açúcar, da fibriomialgia, das 12 horas de trabalho, de não parar desde 2012, apenas digo porque o corpo tem que me obedecer, tem que se fazer gente, deixar de ser mimado. Não gosto muito das minhas fragilidades, das minhas incapacidades e de não ser magra e sobredotada. Só isso e já bastava para fazer o mundo caminhar na direção que o vejo!

De manhã, quando acordei, e felizmente o sono está a regular-se, desejei outra vida de tanto  cansada que me sentia. Lá me obriguei a ir ao ginásio, mais ou menos 39 minutos é o que tenho tempo de fazer diariamente. Corria para tomar banho, corri para o trabalho e aqui estou já há4 horas e ainda me faltam mais 8 horas a produzir, a criar , a fazer a diferença. Mas, queria que me passasse este cansaço, este estado emocional, esta falta de energia, esta vontade de me deitar e dormir. Vamos acreditar que a energia vai mudar!

 

04
Abr19

No fundo, hoje deixava a alma partir para outra vida

Bárbara

Hoje, estou de alma com muito menos energia. Há algo em mim, que parece forçar para esgotar a energia positiva, embrulhar-me em chocolate e desistir do dia. Infelizmente, não posso! Se eu faço isso, o meu emprego vai ao ar e eu vou para a rua. Comecei o dia a discutir com a minha mãe, pois hoje não consigo aguentar a energia dela, o egoísmo dela, a exigência dela. Fica a culpa a remoer-me porque não fechei o meu local de trabalho e fui passear com ela. Mas, hoje estou mesmo esgotada, parece não sobrar muito dentro de mim. Até as lágrimas teimam em não sair e ia-me sentir melhor.

Sei que vou ter que escolher acreditar, viver, mudar a vibração, ,as quero-me dar mais quinze minutos. Quinze minutos em que posso sentir pena de mim, em que posso sentir a casa vazia, o coração vazio e em que me vejo sempre a dar e nunca a receber. Sei que a vida é assim e aceito, mas hoje, uma manta, a netflix com séries parvas, chocolates gigantes e eu desaparecia do mundo. Ninguém se lembrava, somos tão rapidamente subbstituídos. Só hoje, queria-me perder em mim, emergir neste vazio e  deixar de ser gente. Mas, não pode ser, tenho que continuar a fingir, a olhar o outro atentamente, começar a fingir que o sorriso existe nm vazio sem naturalmente, não foi colocado. Gosto de trabalhar com pessoas e para pessoas, mas  hoje sinto um vazio sem energia, sinto-me carente, vulnerável, ninguém. Dias há assim, não é? Faltam cinco minutos para vestir o meu melhor humor e personalidade e lidar com o mundo, aceitar a minha invisilidade na entrega ao outro. Quando passam anos sem que recebamos um telefonema de alguém a perguntar como estamos, aceitamos quem somos para os outros e começamos a criar um valor para nós. Quem me dera me recolher em casa e receber a notícia que a minha próxima vida vai ser melhor. Quem me dera que me provassem que a minha crença é real, somos apenas caminhantes num percurso de melhoria, evoluíndo espiritualmente. Quem me dera que o pensamento positivo fosse verdadeiro e eu fosse apenas  uma história sem sentido, com data marcada para o final. Não falo da morte com receio, pois tenho demasiado em conta a minha alma. Apenas me canso demasiado de arranjar razões para continuar a viver. Reparem há demasiados anos não tenho ninguém do lado de lá da porta e do telefone e vou sobrevivendo. E reparem ninguém está realmente preocupado, observo as pessoas a viverem na sua pressa, para um segundo ou outro, mas não mais. No fundo, hoje deixava a alma partir para outra vida. Mas, não ia triste ou trágica, apenas ia descansar.

 

03
Abr19

A vibração

Bárbara

Ando-me a entupidr de livros e de audio de auto ajuda, mas, a energia está difícil de mudar. Talvez porque também ando a entupir-me de coelhos de chocolate que comprei para a caça aos ovos. Ou talvez porque a hora mudou, então sinto a minha energia reduzida, mínima, quase a entrar em coma. O medo, no meio desta confusão toda, tem vindo a crescer e não o posso permitir mesmo. Tenho provas de que se alterarmos a vibração, o pensamento, a energia, as situações de vida alteram. Não fosse este estado débil de nível de energia e ficaria uma guru fantástica. Mas, neste momento, temo adormecer. Resolvi apagar aquelas redes sociais manhosas, onde ainda retinha alguma esperança de conhecer alguém, que me acrescentasse. No fundo era uma falsa esperança receber aquelas notificações constantes do Ambrósio que visitou o meu perfil, ou do Pardal que pousou não sei onde. Terminei a minha relação com esses tipos de redes sociais, resolvi dedicar a minha vida à religião! Estou a brincar! Mas, quase que sim, acho que já não me recordo do ano, do último relacionamento. Inicialmente sente-se a solidão, depois, gradualmente, aceitamos, arranjamos dois cães, trabalhamos seis dias por semana, durante 12 horas, entupimo-nos de doces, aumentamos a zona abdominal, deixamos de pintar as unhas, mas ainda mantemos as raízes do cabelo e... seja o que o universo quiser. Hoje, estou a tentar ser grata, no meio do cansaço. Não me quero cansar, pois trabalho rodeada de pessoas , que adoram o drama da doença ou da vitimização. Então, eu quero ser rija, acreditar na cura, na vida, nas coisas boas. Hoje, vou persistir e vencer! A coisa positiva é que, após me entupir com pão com fiambre (sim, sim, e sou eu vegetariana, hoje fiquei faminta de fiambre e agora estou quase a vomitar de nojo), comi a minha salada feita em casa e o meu suminho de brócolos. Agora, vou tentar saltar no meu trampolim para subir a vibração e mais, resulta! 

02
Abr19

Olá, de novo

Bárbara

Já há muito tempo que não venho para aqui despejar sem filtro, como se não existisse um amanhã , nem efeitos sobre isso. Aqui estou eu, com menos ou mais peso, não faço ideia, qual foi a única agonia que partilhei. Neste momento estou mais próxima da minha família e estou a tentar testar a teoria dos autores e seguidores  da lei do segredo. Hoje, sinto-me, particularmente, tonta e fraca. Odeio, de coração, a mudança da hora. Já acordo às cinco da manhã, imaginem o meu estado walking dead, desde domingo. Agora ando numa nova etapa, resolvi entregar-me sem rede aos livros de auto ajuda! O que tenho a perder em aceitar a minha fé, a minha forma de amar o mundo, acreditar no poder da minha fé? Então, vou usar este blog para testar, vou acreditar em duas situações específicas, mas acreditar a sério, visualizar, criar, soltar e esperar. Vou acreditar na minha vida, na minha capacidade, em finais felizes. Então, para hoje, vou pedir um milagre, pode ser um pequeno, um médio, ou um grande. Apenas um milagre. 

Hoje, gostava igualmente de falar do pensamento. Realmente, concordo que o pensamento é deus e se nos derem à paz e ao trabalho de o escutarmos, é impressionante o que nos diz.

02
Jan19

Vou fazer de conta

Bárbara

Hoje, e só hoje e mais amanhã e  sempre vou fazer de conta. Vou fazer de conta nas palavras, nos sentimentos, nos pensamentos, na forma como interajo com os outros. Vou fazer de conta que vivo na pele de quem observo, de quem anseio ser na forma como é  amado pela família, pelos amigos que reune, pelo emprego certo nas horas e no  ordenado, pelo companheiro que é amigo, para além de amor. Vou fazer de conta que acordo a respirar profundamente e descontraidamente. Vou fazer de conta que não vivo afogada no medo. Vou fazer de conta que anseio pelas férias e pelos fins de semana, tantos os planos que tenho. Vou fazer de conta que não me afogo na compulsão alimentar para me alimentar de emoções. Vou fazer de conta que todos os dias me ouço a responder um "eu também", ao "amo-te". Vou fazer de conta que sou mais do que este pedaço de nojo, entupido em frases positivas, arrastar-me na vida e entupida de valores e de alma que mais ninguém valoriza. Vou fazer de conta que pertenço a este lugar de nada e de ninguém, onde ninguém se quer, mas todos se têm. Vou fazer de conta que acredito, quando no fundo da minha alma, apenas quero morrer, com toda a força, como pedi quando escutei o fogo do artíficio da passagem de ano. Mais um ano presa a uma casa vazia, já nem esforço, pois não tenho memórias a que me agarrar, ninguém a quem me aprender. Adormeci entupida no açúcar, droguei-me com calorias e séries da netflix e fiz me morta. Já não me suporto mais. Vou fazer de conta que sou alguém e sou feliz! Vou fazer de conta que é bom viver! Feliz ano!

13
Dez18

Este natal de saudade e alma apertada

Bárbara

Estas canções de natal que nos trazem a saudade do que fomos e não fomos, estas luzes que batem nas memórias que nos levam a uma outra vida, que já não pertencemos. Este cheiro de vida, que se mistura com a perda de sonhos, que libertamos, enquanto caminhamos numa calçada, que já foi da criança que brincou e se perdeu no coração que cresceu.

Tantas promessas que me fiz para nunca mais me esquecer do que seria importante, tantos Natais de lágrimas, presa a alguém que não sou, mas que seguiu um caminho apontado por tantos outros feitos de sombra e de recusa do sol.

Tenho a certeza que nasci na dimensão errada, pois na minha pertença eu sou esta, mas muito mais outra, que cresce nos brilhos da magia do Natal.

Sou uma casa aquecida por uma lareira de chão de tijolo, com mil vozes trocadas entre diferentes gerações, uma casa de trabalho de mim que se sentam numa mesa para amar e rir. Sou música que se escuta numa rua portuguesa, de casas com telhado de telha e postes iluminados. São corpos que se abraçam num reencontro agendado sem fim e na certeza da pertença. São dezenas de crianças, embrulhadas nas suas malhas, num tropeção de corrida e em agudos de gargalhadas. Sou papel de embrulho espalhado, como certeza de que valeu a pena as partilhas numa noite de frio, aquecida pelo amor de quem se aceita. Sou o meu nome repetido em mil vozes de familia, que rodeiam uma mesa e se baralham nas piadas e nas histórias. Sou o cheiro de rabanadas, com um resto de lenha que arde e acompanha aquele mesmo filme que se assiste desde sempre. Sou a porta que abre para a entrada de mais um, para que ninguém ouça sozinho as badaladas que devem sublinhar o amor de todos. Sou um mundo em paz, que num conto de magia se fez harmonia e nos levou a sermos a promessa de criança com que a vida nos brindou. Sou o embalar em querer ser alguém melhor, num perdão e no ser perdoada, nos olhos que riem e acompanham uma boca que se expressa em carinho. E mesmo quando me sinto perdida num outro eu, que se perdeu desta dimensão, e me perco na emoção das luzes e da música, observo a energia no ar e percebo-nos a todos a quererem voltar a esta dimensão, de quem tanto somos e a libertarmos tudo o que não nos pertence. Isto, porque no fundo, Natal é apenas amor decorado, perdão iluminado e afeto sublinhado por notas musicais, que nos fazem recordar que somos gente de amor!

11
Dez18

...

Bárbara

Talvez por isso hoje a minha mãe me irritou tanto. Por ser despropositada na rua e me sentir envergonhada, como sempre o fez, por todos acharem imensa piada por não ser a mãe deles, por não estar relacionado com a idade, mas com problemas psicológicos, por a sentir tão egoísta e fazer perguntas retóricas e não com real afeto. Porque não tenho mais ninguém e quem tenho não sabe amar, nunca soube. Há dias em perdoo o meu pai por ter morrido quando eu tinha 7 anos, há dias em que perdoo a minha mãe por me ter deixado desta forma tão confusa emocionalmente, há dias em perdoo as minhas irmãs por seres assim, ausentes, inconscientes, há dias em que me perdoo por não valer nada, não merecer nada, nem conseguir morrer. Mas, hoje, não é o dia! Hoje, queria ter nascido em outra vida, com outra mãe, outros irmãos, outros sobrinhos, outro eu, outro pai, outro presente, outro passado, outro futuro. E agora, vamos colocar o nosso ar mais profissional e vamos fazer de conta do que não somos. Odeio-me!

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